terça-feira, 13 de abril de 2010



VIVER É DIFERENTE DE SOBREVIVER

É triste ver tanta gente lutar para sobreviver.

E não estou falando apenas daqueles que ganham

salário mínimo,

mas de executivos que vivem angustiados

com tantas pressões,

de empresários que fogem de suas famílias,

pois não aprenderam a amar,

de pessoas de todos os níveis sociais que estão

sempre assustadas perante a vida.

São pessoas que não vivem.

Apenas sobrevivem,

como se estivessem numa crise asmática permanente:

aquela eterna falta de ar e,

de vez em quando, o alívio rápido e passageiro.

Logo depois sentem de novo o sufoco insuportável.

Essas pessoas não vivem, sobrevivem.

E apenas sobreviver é trabalhar em algo sem

sentido só para manter o salário;

é fazer joguinhos de poder para manter o emprego;

é sair com alguém que não se ama somente

para aplacar a solidão;

é ter relações sexuais só para manter o casamento;

é não conseguir desgrudar os olhos da TV,

com medo de escutar a voz da consciência;

é ter de tomar alguns drinques para

conseguir voltar para casa.

A sociedade nos pressiona diariamente para

nos transformar em máquinas.

Todos os dias, pela manhã,

uma multidão liga seu corpo como se fosse mais

uma máquina e sai pela porta para uma

repetição infinita de ações rotineiras

sem nenhuma relação com sua vocação

e seu talento.

E muita gente chama a isso livre-arbítrio.

Depois vão a massagens, saunas,

fazem um monte de ginástica em busca de

um pouco de energia extra para,

no dia seguinte,

voltar a fazer o mesmo trabalho que não tem

nenhuma relação com sua alma.

Muitos estados de depressão são,

na realidade,

frutos de uma terrível sensação de inutilidade.

Esse olhar vago do deprimido é muitas vezes o

olhar de quem poderia ter

aproveitado as oportunidades da vida,

mas não soube valorizar o que era

realmente importante.

Se, por acaso,

você se identificou com a descrição acima,

está na hora de mudar.

Aproveite o início de semana e mude !

O filósofo espanhol Julián Marías escreveu que a infelicidade humana está em não preferir o

que preferimos.

Quando uma pessoa não prefere o que prefere,

acaba se traindo.

As escolhas de nossa vida têm sempre de privilegiar

a nossa essência.

Nossa vocação não tem nada a ver com

ações sem afeto.

O ser humano nasceu para realizar a

sua vocação divina.

No entanto,

quantas vezes acabamos nos dedicando

exclusivamente à sobrevivência!

Sobreviver e viver são experiências

completamente distintas.

Viver é ser dono do próprio destino.

É saber escrever o roteiro da própria vida.

É ser participante do jogo da existência,

e não mero espectador.

É viver as emoções,

é ter os próprios pensamentos e viver

os seus sonhos.

Sobreviver é administrar o tempo para que o dia

acabe o mais rápido possível.

É conseguir ter dinheiro até o próximo pagamento.

É respirar de alívio porque chegou o

final do expediente.

É ir resignado de casa para o trabalho e do

trabalho para casa.

É adiar o máximo possível as mudanças para não

ter de arriscar nada...

Chega de migalhas da vida!

Chega de viver como um fugitivo,

olhando para os lados,

com medo de tudo e de todos!

O ser humano merece mais do que simplesmente completar seus dias.

Merece a plenitude da vida.

"Se você já construiu castelos no ar,

não tenha vergonha deles.



Estão onde devem estar.

Agora, construa os alicerces."

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